Benefícios e possíveis riscos da vitamina E

A vitamina E é um nutriente lipossolúvel presente nos alimentos, e a maioria das pessoas saudáveis consegue obter vitamina E suficiente pela alimentação.
Benefits and possible harm of vitamin E - Só Verde

A vitamina E é um nutriente lipossolúvel de que o organismo necessita para a saúde dos olhos, da pele, do sangue e do cérebro, e a maioria das pessoas saudáveis consegue obter vitamina E suficiente pela alimentação. A vitamina E está presente em óleos vegetais, sementes, frutos secos, fruta e legumes, enquanto os suplementos exigem mais cautela porque doses elevadas podem trazer riscos.

A vitamina E inclui vários compostos relacionados, e o alfa-tocoferol é a forma mais ativa. O artigo analisa também as fontes alimentares, as recomendações de ingestão diária, os possíveis sinais de carência e os possíveis riscos do excesso de vitamina E proveniente de suplementos.

Resumo rápido

  • A vitamina E é um nutriente lipossolúvel necessário para a saúde dos olhos, da pele, do sangue e do cérebro.
  • A vitamina E encontra-se no óleo de girassol, nas sementes de girassol, nos amendoins, no óleo de gérmen de trigo, nas amêndoas, nas folhas verdes, na abóbora, nos espargos, no pimento vermelho, na manga e no abacate.
  • A vitamina E proveniente dos alimentos e das bebidas não precisa de ser restringida, mas os suplementos de vitamina E em doses elevadas podem aumentar riscos como o de hemorragia.
  • A ingestão diária recomendada para adultos é de 15 mg, e para mulheres a amamentar a ingestão diária recomendada é de 19 mg.
  • A maioria das pessoas saudáveis pode contar com as fontes alimentares de vitamina E, enquanto os suplementos orais de vitamina E devem ser discutidos com um médico.

O que é a vitamina E?

A vitamina E é um nutriente lipossolúvel necessário para apoiar a saúde dos olhos, da pele, do sangue e do cérebro. Em termos médicos, a vitamina E refere-se a 8 substâncias: alfa-, beta-, gama- e delta-tocoferóis, bem como alfa-, beta-, gama- e delta-tocotrienóis.

Todas essas substâncias pertencem ao grupo da vitamina E e diferem na estrutura e no nível de atividade. O alfa-tocoferol é a forma mais ativa.

Qual é a diferença entre vitamina E natural e sintética?

A vitamina E natural e a vitamina E sintética existem ambas, e a vitamina E sintética continua a ser vitamina E, e não um substituto falso. A vitamina E natural é extraída de fontes naturais, enquanto a vitamina E sintética é produzida quimicamente.

A diferença entre vitamina E natural e vitamina E sintética não é muito grande. A escolha entre vitamina E natural e vitamina E sintética é uma decisão pessoal.

Que alimentos contêm vitamina E?

A vitamina E encontra-se na fruta e nos legumes, nas sementes e nos frutos secos, e nos óleos vegetais. As fontes alimentares de vitamina E incluem óleo de girassol e sementes de girassol, óleo de amendoim e amendoins, óleo de gérmen de trigo, óleo de cártamo, óleo de soja e amêndoas.

As fontes alimentares de vitamina E incluem também beterraba, couve kale, espinafres, abóbora, espargos, pimento vermelho, manga e abacate. Uma alimentação variada pode incluir vários desses alimentos.

Quais são os benefícios da vitamina E?

A vitamina E é descrita como um antioxidante forte que pode ajudar a proteger as células do organismo contra os radicais livres provenientes do fumo do tabaco, da radiação ultravioleta do sol e do ar poluído. A vitamina E é também descrita como capaz de combater vírus e bactérias e de fortalecer o sistema imunitário.

A vitamina E pode afetar a coagulação do sangue, dilatar os vasos sanguíneos e melhorar a elasticidade dos vasos sanguíneos, bem como ajudar a prevenir e a abrandar a formação de coágulos sanguíneos e placas de colesterol. A vitamina E pode também melhorar o funcionamento do sistema reprodutor.

Em alguns casos, a vitamina E pode abrandar a progressão da doença de Alzheimer. A fonte apresenta esse ponto como um possível efeito e não como um resultado universal.

A vitamina E pode ser prejudicial?

A vitamina E proveniente dos alimentos e das bebidas não prejudica o organismo e não exige restrição. A vitamina E em forma de suplemento exige mais cautela porque doses elevadas podem trazer riscos.

Doses elevadas de vitamina E podem aumentar o risco de hemorragia ao reduzir a capacidade de coagulação do sangue após cortes e lesões, e doses elevadas podem aumentar o risco de AVC hemorrágico. Alguns estudos associam também doses elevadas de vitamina E a um maior risco de cancro da próstata e a um maior risco de morte em pessoas com doença cardiovascular grave.

O excesso de vitamina E oral pode raramente causar fadiga, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, diarreia, cólicas intestinais, visão turva, erupção cutânea, disfunção gonadal e aumento da concentração de creatina na urina. O limite máximo diário para suplementos de vitamina E em adultos é de 1000 mg, ou 1500 UI para suplementos naturais e 1100 UI para suplementos sintéticos.

Um médico deve ser consultado antes de iniciar vitamina E oral se existir ou tiver existido deficiência de vitamina K, retinite pigmentosa, uma perturbação da coagulação sanguínea, diabetes, enfarte do miocárdio ou AVC, cancro da cabeça ou do pescoço, ou doença hepática. A fonte apresenta essas situações como motivos para aconselhamento médico antes da utilização.

Quanta vitamina E é necessária por dia?

As recomendações diárias de vitamina E dependem da idade e da fase de vida. A ingestão diária recomendada é de 4 mg desde o nascimento até aos 6 meses, 5 mg para bebés de 7-12 meses, 6 mg para crianças de 1-3 anos, 7 mg para crianças de 4-8 anos e 11 mg para crianças de 9-13 anos.

A ingestão diária recomendada é de 15 mg para adolescentes de 14-18 anos, 15 mg para adultos e 15 mg durante a gravidez. A ingestão diária recomendada durante a amamentação é de 19 mg.

Quais são os sinais e as consequências da carência de vitamina E?

A carência de vitamina E não é muito comum, mas a carência de vitamina E pode desenvolver-se em pessoas com perturbações digestivas ou com fraca absorção de gorduras. A fonte dá a pancreatite, a doença celíaca e a fibrose quística como exemplos de situações associadas a menor absorção de gorduras.

Os sinais de carência de vitamina E incluem retinopatia, que é um dano na retina que pode levar a pior visão. Os sinais de carência de vitamina E incluem também neuropatia periférica, que é um dano nos nervos periféricos, geralmente nas mãos ou nos pés, causando fraqueza ou dor.

A carência de vitamina E pode também causar ataxia, que é a perda de controlo dos movimentos do corpo, e agravamento do funcionamento do sistema imunitário. A fonte apresenta esses efeitos como sinais de carência.

A vitamina E dos alimentos é suficiente?

A vitamina E proveniente dos alimentos é suficiente para uma pessoa saudável, de acordo com o resumo da fonte. O uso oral de vitamina E é a situação em que é recomendado aconselhamento especializado.

A ingestão em primeiro lugar a partir dos alimentos corresponde à principal conclusão da fonte sobre a vitamina E. Os suplementos são tratados com mais cautela porque a ingestão excessiva pode ter efeitos indesejados.

Perguntas frequentes

O que faz a vitamina E no organismo?

A vitamina E é um nutriente lipossolúvel necessário para a saúde dos olhos, da pele, do sangue e do cérebro. A fonte descreve também a vitamina E como um antioxidante e refere que a vitamina E pode ajudar a proteger as células contra os radicais livres.

Que alimentos são ricos em vitamina E?

Os alimentos com vitamina E incluem óleo de girassol, sementes de girassol, óleo de amendoim, amendoins, óleo de gérmen de trigo, óleo de cártamo, óleo de soja e amêndoas. Os alimentos com vitamina E incluem também espinafres, couve kale, abóbora, espargos, pimento vermelho, manga e abacate.

Os suplementos de vitamina E podem ser prejudiciais?

Os suplementos de vitamina E podem ser prejudiciais em doses elevadas porque doses elevadas podem aumentar o risco de hemorragia e de AVC hemorrágico. A fonte refere também possíveis efeitos secundários do excesso de vitamina E oral, incluindo dor de cabeça, náuseas, diarreia, visão turva e erupção cutânea.

Quanta vitamina E precisam os adultos?

Os adultos precisam de 15 mg de vitamina E por dia, de acordo com a fonte. As mulheres a amamentar precisam de 19 mg por dia, de acordo com as mesmas recomendações.

A carência de vitamina E é comum?

A carência de vitamina E não é muito comum, de acordo com a fonte. A carência de vitamina E pode desenvolver-se em pessoas com perturbações digestivas ou absorção reduzida de gorduras, incluindo pancreatite, doença celíaca e fibrose quística.

Sofia Guimaraes