Um só ingrediente. Óleo de rícino prensado a frio — óleo de semente de Ricinus communis e mais nada. Sem refinação, sem tratamento químico, sem aditivos, sem conservantes. 500 ml.
Porque se comporta de forma diferente de qualquer outro óleo vegetal
O óleo de rícino é cerca de 90% ácido ricinoleico, um ácido gordo que praticamente não existe noutro lado. Esse facto explica tudo.
O ácido ricinoleico tem um grupo hidroxilo ao longo da cadeia, o que permite às moléculas ligarem-se entre si. O resultado é um óleo invulgarmente espesso e pegajoso — e que fica onde o pomos, em vez de se espalhar e desaparecer. É por isso que é o óleo usado nas sobrancelhas e nas pestanas, onde qualquer coisa mais fluida escorre para o olho, e por isso que faz uma máscara capilar verdadeiramente oclusiva.
É também por isso que dá trabalho a lavar, e que há quem o ache demasiado pesado puro.
As duas perguntas de sempre
1. “A semente de rícino não é a planta da ricina?” É — e o óleo é seguro. A ricina é uma proteína grande e solúvel em água: quando as sementes são prensadas, fica retida na massa sólida e não acompanha o óleo. O óleo de rícino prensado a frio não contém ricina. A planta é venenosa; o óleo dela extraído não é.
2. “Posso tomá-lo?” Não de ânimo leve. O óleo de rícino é um laxante estimulante e um medicamento licenciado para esse fim — forte e rápido, que provoca cólicas e pode causar desidratação e perda de electrólitos. Este frasco é vendido como óleo cosmético, não como medicamento.
E uma regra absoluta: nunca tomar óleo de rícino por via oral durante a gravidez. O ácido ricinoleico actua em receptores do intestino que também estimulam o útero — há séculos que o óleo de rícino é usado para induzir o parto, e é exactamente por isso que não deve ser ingerido por grávidas. Usá-lo no cabelo ou na pele é outra coisa e não levanta problema.
Como usar
Máscara capilar antes da lavagem — o uso principal de um frasco de 500 ml. Aquecer duas ou três colheres de sopa nas mãos, trabalhar no couro cabeludo e ao longo do comprimento, deixar uma hora ou toda a noite com uma toalha ou touca. Depois lavar duas vezes com champô. Isto não é opcional: o óleo é pesado e uma única lavagem raramente o remove — é a razão mais comum para as pessoas dizerem que “ficou com o cabelo oleoso”.
Se parecer demasiado espesso, misturar em partes iguais com um óleo mais leve — jojoba, amêndoa doce ou coco. A maioria das pessoas acha a mistura muito mais fácil de usar, e o frasco dura o dobro.
Sobrancelhas e pestanas: um vestígio num pincel limpo, à noite, na linha das pestanas e nunca dentro do olho. Usar muito pouco e retirar de manhã. Não deixar entrar no olho — arde, turva a visão, e óleo pesado na margem da pálpebra pode obstruir as pequenas glândulas que ali existem. Se os olhos ficarem vermelhos ou irritados, parar.
Unhas: uma gota massajada na cutícula todas as noites. Barba: algumas gotas aquecidas, de preferência durante a noite. Zonas secas — calcanhares, cotovelos, joelhos — onde a natureza oclusiva do óleo é precisamente o que se pretende.
O que não pode ser alegado
O óleo de rícino está rodeado de alegações sobre crescimento capilar, e não as vamos repetir. Não existe qualquer alegação autorizada nem evidência clínica sólida de que o óleo de rícino faça crescer cabelo ou pestanas. O que faz demonstravelmente é revestir e lubrificar a fibra capilar, reduzindo a quebra e deixando o cabelo mais espesso e brilhante — e cabelo que quebra menos fica, com o tempo, mais comprido. É um efeito real, e não é a mesma coisa que estimular o crescimento.
Precauções
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Fazer um teste no antebraço antes da primeira utilização. A alergia ao rícino existe.
- Não aplicar sobre pele ferida ou muito inflamada.
- Manter fora do alcance das crianças — ingerido, é um laxante forte.
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Mancha tecidos. Usar uma fronha velha ou uma toalha.
Conservação
Local fresco, ao abrigo da luz, bem fechado. O óleo de rícino é invulgarmente estável e dura dois anos ou mais, mas o calor e a luz encurtam esse prazo. Se alguma vez cheirar a azedo, oxidou.