As gorduras trans são ácidos gordos com uma configuração particular, e o principal motivo de preocupação são as gorduras trans industriais formadas durante a produção alimentar, e não as pequenas quantidades presentes naturalmente na carne e nos produtos lácteos. O consumo moderado de produtos naturais que contêm gorduras trans não tem um efeito negativo na saúde, de acordo com a página de origem.
As gorduras trans industriais estão associadas na página de origem ao entupimento das artérias, a um risco mais elevado de enfarte e AVC, e a um possível risco mais elevado de diabetes, por isso o conselho prático é vigiar os produtos que contêm margarina e manteiga clarificada e manter-se dentro dos limites diários.
Resumo rápido
- As gorduras trans são ácidos gordos com uma configuração especial, e pequenas quantidades ocorrem naturalmente na carne e nos produtos lácteos.
- O consumo moderado de produtos naturais que contêm gorduras trans não tem um efeito negativo na saúde, de acordo com a página de origem.
- As gorduras trans industriais podem formar-se involuntariamente durante a produção de alimentos como a margarina feita a partir de gordura vegetal líquida.
- A Organização Mundial da Saúde afirma que as gorduras trans não devem fornecer mais de 1% das calorias diárias, o que equivale a 20 kcal ou 2,2 g numa alimentação de 2000 kcal.
- Verificar os produtos quanto à presença de margarina e manteiga clarificada é a principal medida prática recomendada na página de origem.
O que são as gorduras trans e onde se encontram?
As gorduras trans, também chamadas isómeros trans dos ácidos gordos, são ácidos gordos com uma configuração particular. As gorduras trans naturais ocorrem em pequenas quantidades na carne e nos produtos lácteos e formam-se naturalmente através da atividade das bactérias.
As gorduras trans naturais não são apresentadas como um motivo de receio na página de origem. O consumo moderado de produtos naturais que contêm gorduras trans não tem um efeito negativo na saúde, de acordo com a página de origem.
As gorduras trans industriais podem formar-se involuntariamente durante a produção, por exemplo na margarina, que é uma gordura sólida feita a partir de gordura vegetal líquida. A neutralidade das gorduras trans industriais é posta em causa na página de origem.
O que há de errado com as gorduras trans?
As gorduras trans são descritas na página de origem como contribuindo para o entupimento das artérias, de forma semelhante às gorduras saturadas ou gorduras animais. O entupimento das artérias aumenta o risco de enfarte e AVC.
As gorduras trans aumentam o nível de lipoproteínas de baixa densidade, descritas na página de origem como colesterol “mau”. Níveis mais elevados de lipoproteínas de baixa densidade favorecem a acumulação de placas gordurosas nas artérias.
A página de origem cita o Nurses' Health Study e afirma que as mulheres com a maior quantidade de gorduras trans na alimentação tinham um risco 50% mais elevado de enfarte do que as mulheres que consumiam menos gorduras trans. A página de origem também afirma que alguns estudos mostram que as gorduras trans aumentam outras duas substâncias no sangue envolvidas no entupimento das artérias: lipoproteínas e triglicéridos.
Os estudos populacionais citados na página de origem também sugerem que as gorduras trans podem aumentar o risco de desenvolver diabetes. Os investigadores da Harvard School of Public Health, em Boston, são citados na página de origem como sugerindo que substituir gorduras trans por gorduras polinsaturadas, como óleos vegetais e óleo de peixe, pode reduzir o risco de diabetes em 40%.
Porque são usadas gorduras trans na produção alimentar?
As gorduras trans são usadas na produção alimentar porque transformar gordura líquida em gordura sólida melhora certas qualidades do produto. A página de origem indica o prazo de conservação e a estabilidade do sabor como qualidades melhoradas dessa forma.
As gorduras trans foram originalmente criadas como alternativa às gorduras saturadas, que eram consideradas prejudiciais. A página de origem afirma que os investigadores, em meados do século XX, concluíram que as gorduras saturadas tinham um efeito desfavorável no corpo humano, pelo que os fabricantes procuraram uma alternativa e criaram a margarina.
Novos estudos na década de 1990 mudaram essa perspetiva, de acordo com a página de origem. A página de origem afirma que a margarina passou então a ser considerada muito mais prejudicial do que as gorduras saturadas, o que levou, nos tempos modernos, a esforços para reduzir o consumo de gorduras trans.
Que alimentos contêm gorduras trans?
Muitos produtos de supermercado contêm gorduras trans, de acordo com a página de origem. A página de origem afirma que 40% dos produtos nas prateleiras dos supermercados contêm gorduras trans.
A página de origem enumera bolachas salgadas, cereais de pequeno-almoço, doces, produtos de pastelaria e padaria, bolachas, barras e muesli, batatas fritas e snacks, molhos para salada e muitos outros produtos. A página de origem aconselha especialmente a prestar atenção aos produtos indicados nessa lista.
Que quantidade de gordura trans é considerada aceitável?
A Organização Mundial da Saúde afirma que a ingestão de gorduras trans não deve exceder 1% das calorias diárias. A página de origem dá um exemplo prático para uma ingestão diária de 2000 calorias.
Numa alimentação de 2000 calorias, as gorduras trans não devem representar mais de 20 kcal ou 2,2 g, de acordo com a página de origem. A página de origem recomenda tentar não ultrapassar os limites diários.
O que deve fazer em relação às gorduras trans?
O conselho prático na página de origem é verificar os produtos quanto à presença de margarina e manteiga clarificada, especialmente nas categorias de produtos já referidas. A página de origem também recomenda não ultrapassar os limites diários e seguir, de modo geral, um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada.
A página de origem observa que, nos Estados Unidos, os fabricantes são obrigados desde 2003 a indicar a quantidade de gorduras trans nos rótulos dos produtos. A página de origem também afirma que a Rússia não tem essa lei, enquanto a marca de origem usa voluntariamente um rótulo de “semáforo”.
Perguntas frequentes
As gorduras trans naturais da carne e dos lacticínios são um problema?
As gorduras trans naturais ocorrem em pequenas quantidades na carne e nos produtos lácteos e formam-se naturalmente através da atividade das bactérias. O consumo moderado de produtos naturais que contêm gorduras trans não tem um efeito negativo na saúde, de acordo com a página de origem.
Porque foram as gorduras trans adicionadas aos alimentos em primeiro lugar?
As gorduras trans foram usadas porque converter gordura líquida em gordura sólida melhora o prazo de conservação e a estabilidade do sabor. As gorduras trans também foram originalmente criadas como alternativa às gorduras saturadas, de acordo com a página de origem.
Que alimentos de supermercado contêm mais frequentemente gorduras trans?
A página de origem enumera bolachas salgadas, cereais, doces, produtos de pastelaria e padaria, bolachas, barras, muesli, batatas fritas, snacks e molhos para salada. A página de origem afirma que estas categorias estão entre os produtos onde as gorduras trans são frequentemente encontradas.
Que quantidade de gordura trans é permitida numa alimentação de 2000 calorias?
A página de origem cita a Organização Mundial da Saúde e afirma que as gorduras trans não devem fornecer mais de 1% das calorias diárias. Numa alimentação de 2000 calorias, esse valor equivale a não mais de 20 kcal ou 2,2 g de gorduras trans.