Bolas recheadas com o sabor do bolo de cenoura — especiaria quente, raiz doce, e um centro cremoso a fazer as vezes da cobertura. Macias, pequenas e mais fáceis de partilhar do que uma barra.
O bolo de cenoura é mais antigo do que parece. Não é uma invenção da alimentação saudável. Há cozinheiros a adoçar bolos com cenoura pelo menos desde a Idade Média, quando o açúcar era ruinosamente caro e a cenoura era a coisa mais doce da horta. A ideia voltou a sério na Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Ministério da Alimentação promoveu fortemente a cenoura porque o açúcar estava racionado e a cenoura não. A versão moderna, com queijo creme por cima, é uma adição americana muito posterior.
O que faz o sabor. Não é propriamente a cenoura — cenoura cozinhada é suave. É a especiaria: canela, e habitualmente noz-moscada, gengibre e cravinho atrás dela. São essas especiarias quentes e de cheiro doce que o nosso nariz identifica de facto como bolo de cenoura. A cenoura contribui com humidade, doçura suave e cor. A treatfuls constrói o mesmo perfil sobre uma base de tâmara e aveia, com um recheio cremoso onde estaria a cobertura.
Sem ovo, sem lactícinios, sem açúcar adicionado. Que é a parte útil: um bolo de cenoura tradicional está vedado a muita gente ao mesmo tempo — ovos, manteiga, queijo creme, farinha, açúcar. Isto chega ao mesmo sabor sem nenhum deles.
Manuseamento. As bolas recheadas são macias e aquecem mais depressa do que as barras cobertas. Estão no seu melhor tiradas de uma lata em casa ou numa caixinha rígida; soltas numa mala em Agosto, nem por isso.
Contém frutos de casca rija e aveia. Vegan, biológicas, sem glúten, sem óleo de palma, sem soja, sem lactose. Disponível na Só Verde, uma concept store biológica na Foz, Porto.